quinta-feira, outubro 31, 2013


As artes do jornalismo investigativo

Por Lilia Diniz em 31/10/2013 na edição 770

Principal ferramenta do jornalista, a investigação é a base de reportagens que mudaram o rumo da História. Revelações de fraudes, má gestão de recursos públicos e outros crimes abalaram governos e instituições. O instinto aguçado para farejar pistas em meio a um emaranhado de informações é fundamental, mas paciência e uma boa dose de coragem também são essenciais em apurações que podem durar anos. O Observatório da Imprensa exibido ao vivo pela TV Brasil na terça-feira (29/10) discutiu o jornalismo investigativo hoje e os desafio que as novas mídias impõem às investigações mais aprofundadas (ver íntegra aqui).

Alberto Dines recebeu no estúdio do Rio de Janeiro os jornalistas Chico Otávio, repórter especial de O Globo, Elvira Lobato, que trabalhou na Folha de S.Paulo, e Claudia Antunes, editora da revista piauí. Chico Otávio é professor da PUC-Rio, recebeu cinco vezes o Prêmio Esso. É autor de reportagens de destaque como o escândalo da LBV, a máfia do INSS, o caso Riocentro e fraudes nas importações. Claudia Antunes foi editora da seção Mundo da Folha, editora de Internacional, de Cidade e de política no Jornal do Brasil e chefe de reportagem da sucursal da Folha no Rio. Elvira Lobato atuou como repórter por quatro décadas. Foi especialista em telecomunicações e radiodifusão da Folha de 1993 a 2011, quando se aposentou. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Elvira recebeu, entre outros prêmios, o Esso de Jornalismo, em 2008, e o Embratel, em 2004.
Antes do debate no estúdio, em editorial, Dines pontuou que as agressões a jornalistas são proporcionais ao incômodo que o seu trabalho causa: “Liberdade de expressão é a primeira vítima dos tiranos e tiranetes e, à medida que jornalistas se tornam mais atuantes, mais competentes e competitivos – e, portanto, mais investigativos –, maior é a violência contra eles”. Dines afirmou que reportagem e investigação são sinônimos e destacou a necessidade de investimentos nos meios de comunicação: “Ficou evidente que a crise de identidade que assola a mídia dita ‘tradicional’ só poderá ser superada quando mais recursos e mais empenho forem transferidos para investigações extensivas, de longo prazo. O dia a dia é atendido pelas diversas modalidades que circulam na internet, mas o cidadão do mundo já não se contenta com fragmentos, quer informações consolidadas, inteiriças e principalmente novas”.
Denúncia vs. poder
O programa entrevistou uma série de participantes da Conferência Global de Jornalismo Investigativo, realizada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) de 12 e 15/10, no Rio. O premiado jornalista escocês Andrew Jennings acredita que é possível realizar grandes reportagens mesmo fora da mídia convencional. “Os jornais estão sem dinheiro, mas ninguém disse para parar de investigar, porque o verdadeiro jornalismo investigativo está no coração e achamos um jeito. Se você tiver que viver com seus pais por mais alguns anos e escrever seu blog e fazer suas investigações em mesas de restaurantes, esse é o novo mundo chegando. Acho que se você é um jornalista determinado e sabe que tem uma história cheirando mal, e sabe que deve investigar, [então] você acha um jeito”, disse Jennings.
Um dos principais combustíveis do jornalismo investigativo é adrenalina. Andrew Lehren, repórter do New York Times que cobriu o caso Wilileaks, investigou telegramas diplomáticos e processos de detentos de Guantánamo, ponderou que o risco faz parte da atividade: “Sempre existem pressões que os jornalistas enfrentam. Nós enfrentamos pressões de ações judiciais, de pessoas que podem querer nos agredir se nós escrevermos certos tipos de histórias, enfrentamos todo tipo de pressão. Alguns jornalistas veem essa pressão e dizem que não querem fazer esse tipo de jornalismo, preferem cobrir uma partida de futebol ou um concerto de música. É necessário todo tipo de jornalismo para fazer um jornal, uma rádio ou um canal de televisão”. Para ele, as pessoas que atuam como jornalistas investigativos tendem a ser destemidas.
Com a experiência de investigar casos de corrupção e de violações de direitos humanos no Paraguai, a jornalista Mabel Rehnfeldt, do diário ABC Color, chamou a atenção para a acomodação dos jornalistas diante das pressões. “Em sociedades como a paraguaia, o jornalismo também pode estar refém sem a necessidade de que alguém morra. E como se mata? Subornando, dando dinheiro aos jornalistas para que calem ou para que falem. E isso é tão lamentável como sofrer ameaças e outros tipos de riscos. Cada vez que um jornalista entrega a sua voz ou seu silêncio ao dinheiro, ao poder, ou à política, estamos matando o jornalismo e matando a oportunidade de um país melhor, com mais saúde, mais educação”, afirmou a jornalista.
O jornalista bósnio Drew Sullivan, que coordena um consórcio de centros de investigação que conta com 80 profissionais de vários países, ressalta a importância de critérios de segurança para cobrir o submundo. “Jornalismo investigativo sobre crime organizado no Leste Europeu é muito perigoso. É extremamente perigoso reportar sobre essas pessoas porque não há muita informação. Quando essas pessoas descobrem que você está escrevendo sobre elas, é muito perigoso – elas já mataram várias vezes antes. Então, é um jornalismo muito cuidadoso e cauteloso, que se baseia em ser muito bom, em ser capaz de documentar a informação cuidadosamente, porque se você não reportar a história corretamente isso pode te colocar em perigo”, disse Sullivan.
O preço da notícia
A crise financeira que abalou o mundo a partir de 2009 acertou em cheio as empresas de comunicação. Já combalida pela concorrência com as novas mídias, a imprensa tradicional precisou reestruturar seu modelo de negócio. Para se reinventar, jornais cortaram custos. E a primeira vítima, muitas vezes, foi a investigação mais aprofundada. Para Tom Gilles, editor do programa Panorama, da BBC, as reportagens investigativas são insubstituíveis. “Tem sido difícil financiar jornalismo investigativo, mas, ao mesmo tempo, devido à necessidade, ainda acho que o jornalismo investigativo tem um bom futuro. Custa muito dinheiro realizar jornalismo sério na televisão. Ao mesmo tempo, estranhamente, tem mais demanda e interesse do que já tinha. De certa forma, por causa da crise financeira, do senso de injustiça, de uma crescente necessidade das pessoas, talvez um ceticismo sobre os governos e corporações”, disse Gilles. Especialmente na televisão, na sua opinião, a investigação é essencial.
Mesmo diante da crise, o diário britânico The Guardian investe pesado na apuração de grandes reportagens. David Leigh, editor de investigações do jornal, ressalta que a profundidade das reportagens é um diferencial. “Todos os jornais da Europa e da América estão enfrentando grandes crises financeiras e obviamente o jornalismo investigativo está em perigo porque é caro, é perigoso, utiliza muitas pessoas e muito tempo para ser feito. Porém, o interessante é que o The Guardian, embora esteja enfrentando uma crise financeira, assim como todos os outros, decidiu, deliberadamente, fazer do jornalismo investigativo uma característica e injetou recursos nele”. Leigh ressaltou que o jornal está usando justamente a investigação para se diferenciar do conteúdo encontrado na internet, principalmente em blogs.
Andrés D’Alessandro, editor do Fórum de Jornalismo da Argentina, destaca o alto custo das reportagens com apurações longas. “O jornalismo investigativo é o jornalismo mais caro de realizar em todos os formatos. Mais caro do que o jornalismo gráfico, do que jornalismo de documentários para o cinema. A crise financeira que o mundo atravessa – em particular, a crise que atravessam os meios de comunicação tradicionais em todo o mundo – gera algum problema para o desenvolvimento do jornalismo investigativo.” Para D’Alessandro, é fundamental que se trabalhe em plataformas de colaboração jornalística. Com o avanço tecnológico, ele acredita que seja cada vez mais fácil compartilhar conteúdos apurados em diversas partes do mundo para produzir reportagens.
Financiamento como arma
Historiador e comentarista do canal ESPN, Lúcio de Castro tem uma série de reportagens investigativas premiadas em seu currículo. Para ele, o financiamento ainda é um problema. “Ainda falta a gente caminhar muito. As novas mídias sem dúvida são um caminho maravilhoso para o jornalismo investigativo, mas falta ainda saber como vai financiar isso tudo. Se a forma de financiamento vier do Estado, você também não tem independência. Então, esse caminho a gente vai ter que encontrar ainda, mas vamos caminhar para que depender cada vez menos das grandes empresas.”
Andrew Lehren destacou que investigações longas exigem investimento das empresas: “Bom jornalismo demanda tempo e dinheiro. Eu trabalho para o New York Times e eles têm um comprometimento real em acreditar que o jornalismo investigativo é importante, que é uma marca do jornal. Existem outras organizações de mídia que acreditam nisso também. Nesses dias, são as [entidades] sem fins lucrativos como a ProPublica”. Drew Sullivan contou que doadores internacionais injetam dinheiro no consórcio de jornalistas de que faz parte. “Isso é algo comum em jornalismo investigativo nos dias atuais. Sem fins lucrativos é uma boa maneira para conseguir dinheiro para esses tipos de temas que não são de grande interesse para um grande número de pessoas”, sugeriu o jornalista. Mas, por outro lado, Sullivan ressaltou que há um problema constante, que é “achar” o dinheiro.
Repórter da revista semanal alemã Stern, Nina Plonka é otimista quanto ao jornalismo investigativo produzido em seu país. “É verdade que nós temos menos dinheiro para gastar, mas no geral você não pode comparar com outras mídias. Nós podemos fazer as reportagens que nós queremos, temos todo o tempo de que precisamos. Na Alemanha, muitas mídias investem no jornalismo investigativo. Gastam dinheiro na investigação porque elas querem a verdadeira e exclusiva história que ninguém tem.”
Mabel Rehnfeldt disse que durante os momentos de crise, o primeiro passo das empresas é, geralmente, diminuir os investimentos na apuração: “É, ironicamente, o tipo de jornalismo que o nosso país mais necessita para encontrar tudo aquilo que está oculto, que rouba dinheiro da saúde, da educação, das crianças. São os primeiros recursos que são cortados e são os de que mais se necessita”.
Tecnologia como aliada
Pinçar informações valiosas exige faro apurado e persistência. Recentemente, nomes como Bradley Manning, do caso Wikileaks, e Edward Snowden, que prestava serviço para Agência de Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), ganharam destaque ao vazar informações sigilosas que foram o pontapé para o trabalha de jornalistas investigativos. Nos anos 1970, 14 mil páginas ultrassecretas do governo norte-americano sobre a guerra do Vietnam, os Papéis do Pentágono, foram entregues clandestinamente ao New York Times. Para Andrew Lehern, o material era semelhante ao vazado por Manning, no caso Wikileaks.
“Os Papéis do Pentágono tinham muito menos páginas, menos palavras, mas eram informações e segredos similares sobre o que o governo sabe e está fazendo. A mudança foi que os Papéis do Pentágono eram em papel e Wikileaks numa base de dados, em arquivos eletrônicos. Dados são apenas mais uma fonte de informação. Nós, jornalistas, falamos com as pessoas, nós olhamos documentos, lemos relatórios, olhamos mapas e fotos que podem nos fornecer informação. Nós estamos acostumados a olhar todo tipo de informação e os dados são apenas mais uma forma de informação. O nosso trabalho, como jornalistas, é coletar a informação e tentar achar as histórias importantes para as pessoas”, disse o jornalista.
Dines abriu o debate no estúdio questionando se todo jornalismo é investigativo. Elvira Lobato comentou que o termo sempre gera polêmica, principalmente nas universidades. A jornalista disse que, de acordo com os dicionários, investigação e apuração têm o mesmo significado. Mas, em sua opinião, a investigação pode trazer à tona fatos que incomodam, que são de interesse público e estavam ocultos. Para isso, é preciso que o profissional tenha características específicas: “Não se aprende na universidade a fazer jornalismo investigativo. Eu acho até que o repórter precisa ter um dom, um inconformismo, uma curiosidade que não estará nos demais. Ele vai desconfiar que alguma coisa que parece normal não é normal”, definiu Elvira. Geralmente, segundo ela, são pessoas arredias, solitárias e obcecadas pelos os temas em que trabalham. Tudo começa com o olhar do repórter, que identifica quando há algo que precisa ser apurado.
Transparência no setor privado
Na avaliação de Elvira Lobato, jornalismo investigativo é caro porque a mão de obra fica retida em um assunto por um longo tempo e requer uma grande qualificação do profissional. É preciso que o jornalista conheça profundamente um assunto para avaliar o que pode estar escondido por trás das informações, sobretudo em emaranhados burocráticos. “O mais difícil de ser feito é investigar empresas privadas. Há muita investigação na área de política, porque você vai ter as diferentes correntes políticas ajudando, adversários expondo o outro, informações que de alguma maneira você consegue ter acesso; mas no mundo privado, não”, disse Lobato. Concessionárias de serviços públicos estão entre as que impõem mais barreiras para os jornalistas.
Dines chamou a atenção para o fato de que os veículos de comunicação são empresas e que pode haver o temor de enfrentar ações e processos decorrentes de denúncias. Elvira Lobato disse que o escudo de proteção do jornalista são a verdade e a reportagem bem apurada. O conteúdo não pode deixar margem para dupla interpretação e deve estar calcado em provas. “Eu nunca tive nenhum problema de o jornal falar ‘esse assunto não pode ser apurado’”, contou repórter. Para os pequenos jornais, as ações judiciais podem ser fatais para a saúde financeira e intimidar os profissionais.
Chico Otávio confessou que é um obcecado pelas pautas que está apurando. “Todos os dias a revolução tecnológica agrega uma plataforma nova de investigação às redações, os repórteres estão se tornando super-repórteres, com ‘n’ funções e atribuições nessa era do tempo real e da velocidade. Por isso mesmo, eu acho que quando você consegue convencer o seu editor de sair da rotina e se dedicar a algo especial, específico, que demanda mais tempo, mais investimento, mais espaço, mais checagem, mais tudo, eu acho que isso é um momento muito especial”, disse o repórter de O Globo.
Após a publicação das denúncias, muitas vezes os fatos deixam as manchetes dos jornais. Chico Otávio afirmou que o tempo da imprensa é diferente do tempo do policial e do juiz: “Nós publicamos a denúncia e tentamos desdobrá-la até um certo limite. Mas chega um ponto em que você tem que esperar o desdobramento natural nas instituições, porque senão vira campanha – e não pode ser campanha. A gente tem que esperar a coisa acontecer para voltar a abordar aquele assunto”, explicou Chico Otávio.
Claudia Antunes assegurou que todo jornalismo é investigativo e, por isso, é diferente de uma simples “venda” de informação. “A gente vê muita gente transmitindo na internet, no Facebook, informações mentirosas, sem checar, vídeos manipulados. Isso aconteceu muito desde junho no Brasil”, disse a jornalista. Os jornais têm destacado um grande número de profissionais para abastecer as notícias na internet, onde a concorrência é acirrada, e há dificuldade em manter os jornalistas em pautas mais profundas. Para ela, a sensibilidade do repórter na cobertura do fato é importante para a qualidade do jornal.

 

quarta-feira, outubro 30, 2013

Deu no Ac24horas

“Não tem pequeno empresário que aguente a carga tributária do Acre”, dispara Edvaldo Souza

Ray Melo, da redação de ac24horas - raymelo.ac@gmail.com

O deputado estadual Edvaldo Souza (PSDC) disse na manhã desta quarta-feira (30), que o Acre é campeão de carga tributária. Ele destaca que a maioria das empresas estaria quebrando por causa dos impostos cobrados pelo Estado.
“Este Estado é campeão de carga tributária. Não tem pequenos empresário, que aguente a carga de impostos que tem que pagar todos os meses. Aqui, o empresário não vive, ele sobrevive”, protesta Edvaldo Souza.
Segundo Souza, para sobreviver no mercado local, o empresário é obrigado a sonegar. “Não vamos ficar com firulas nesta tribuna, sabemos que 70% dos microempresários quebram no segundo ano de atividade”, enfatiza.
O deputado acredita que os empresário não estariam quebrando por falta de gestão, mas pela pesada carga tributária. Edvaldo Souza disse ainda, que a antecipação da cobrança de ICMS seria porque o Estado enfrenta momentos difíceis financeiramente.
“Nós temos que ter esta consciência. Os pequenos comerciantes estão vendendo o almoço para comprar a janta. Se existe alguma medida a ser tomada pelo governo, ela vai cai aqui dentro. Eu quero ver quem é que vai ter coragem de votar esta proposta”, diz Edvaldo Souza.
Para o parlamentar, o governo precisa repensar o debate do ICMS. “O comerciante não pode gerar emprego se continuar pagando estes impostos. Os pequenos empresários não podem responder pela crise financeira da máquina pública”, destaca .


STF manda governo paulista reformar escola sem acessibilidade para alunos com deficiência

André Richter
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou hoje (29) que o governo paulista faça adaptações estruturais na Escola Pública Professor Vicente Teodoro de Souza, em Ribeirão Preto, no interior do estado, para que alunos com deficiência possam frequentar as aulas. Segundo o ministro Marco Aurélio, relator do processo, a decisão abre precedente para que o direito fundamental seja garantido em todos os prédios públicos.
No recurso, o Ministério Público Estadual (MP) constatou que alunos cadeirantes não conseguem chegar às salas de aula, localizadas no piso superior da escola, porque o acesso é feito somente por escada. Além disso, a unidade tem barreiras nas entradas e na quadra de esportes, e os banheiros não são adaptados. No entendimento do MP, o Estado tem obrigação de garantir às pessoas com deficiência o direito de acesso a locais públicos.
Por unanimidade, os ministros da Primeira Turma seguiram o voto do ministro Marco Aurélio. Ele entendeu que o Estado é obrigado a adequar edifícios e áreas públicas para permitir a livre locomoção de pessoas com deficiência. “Obstaculizar-lhes a entrada em hospitais, escolas, bibliotecas, museus, estádios, em suma, edifícios de uso público e áreas destinadas ao uso comum do povo, implica tratá-los como cidadãos de segunda classe, ferindo de morte o direito à igualdade e à cidadania”,argumentou o ministro. 
O recurso do MP foi contra a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que negou o primeiro pedido de adequação da escola. O TJSP entendeu que o Judiciário não tem poderes para obrigar o Executivo a fazer as obras.

terça-feira, outubro 29, 2013

                                       Bola com tesoura


Um dia desses uma pessoa da comunidade foi atrás de uma bola de futebol na Secretaria de Esportes. Muito bem. A pessoa saiu de lá toda animada por ter conseguido o sonho de consumo da meninada que mora na periferia da cidade e que gosta de bater uma pelada ao final das tardes.

Para surpresa de todos, ao começar a pelada, verificaram que tinha algo estranho na bola. E tinha mesmo. Pararam o jogo e encontraram dentro da bola uma tesoura, que  inclusive estava com a ponta para o lado de fora.

Como o jogo era de crianças, fico imaginando que correram o risco de se lesionar com o instrumento pontiagudo.

A pergunta que se faz: Essas bolas fabricadas por essas bandas e fornecidas as comunidades pobres tem controle de qualidade ou não? Quem vistoria?


segunda-feira, outubro 28, 2013

                           Não se faz política sem aliados

As eleições de 2014 se aproximam e os vários balões de ensaio de supostas candidaturas proporcionais ou majoritárias são lançados a uma população que sem ter nenhuma obrigação, fica digerindo o que dizem ou o que falam  aqueles que se intitulam  lideranças.

No próximo ano seja para que cargo for não vai existir facilidades. O povo Brasileiro cansou, gritou, esperneou e disse Basta!  Na verdade um grito de alerta para as mazelas e os grandes problemas sociais vividos pela sociedade.  Saúde, Educação, Segurança e salários dignos são cânceres que  corroem e maltratam os brasileiros desde os tempos da família real.

A inflação, lentamente vai se estabelecendo e dados da área econômica apontam o seu retorno. O governo por seu lado tentar estancar o aumento dos produtos de forma desenfreada buscando evitar o descarrilamento do trem.

E por aqui o que temos? Temos uma plêiade de partidos tentando se organizar. Muitos sem lastro político para assegurar cadeiras na Assembleia Legislativa.

Pelo  lado  do governo, se trabalha com a hipótese de um chapão onde todos os partidos pequenos aliados seriam agasalhados. A garantia foi dada pelo próprio governador Tião Viana diante dos deputados que o apoiam.

Porém,  vislumbra-se um novo dilema. Para alguns dirigentes do PT , partido pequeno tem que  ter uma boa composição  para integrar o chapão. Só a presença de parlamentares que fazem parte de partidos  sem estrutura,  não é importante pois pode tirar a vaga dos petistas.

Uma coisa é certa: não se faz política sem alianças. Não se ganha política sozinho como alguns pensam. O trabalho e o esforço são coletivos.

Vamos aguardar novos episódios pela frente. Tem-se a garantia do governador Tião Viana para inclusão dos pequenos no chapão e de outro lado a insatisfação do que chamam de cardeais do PT, quanto a essa ideia.


De qualquer forma, os pequenos partidos comecem a pensar no que se chama de plano B. Isso significa uma chapa formada apenas pelos nanicos. Caso contrário todos morrerão abraçados.

domingo, outubro 27, 2013

                                                   Chegada do  inverno


O calor infernal que  estamos tendo deste ontem é de deixar camelo passando mal. Não sei qual foi o registro dos termômetros, mas o nosso Acre vive dias de temperaturas elevadas e um sol de torrar o cérebro de qualquer um.

Chuva abençoada essa do início da noite. A temperatura melhorou, o que nos dá a garantia de uma noite bem amena.

Bom para a floração das mangueiras, já que dessa forma seguram a carga.

Uma chuva sempre é bem-vinda.

quinta-feira, outubro 24, 2013

Deu no jornal A Gazeta

Edvaldo Souza destaca mudanças no processo eleitoral



edvaldoo
O deputado Edvaldo Souza (PSDC) destacou a aprovação do Projeto de Lei nº 6397/2013, na Câmara Federal, que trata sobre a minirreforma eleitoral. Ele citou que a medida aprovada permite uma igualdade nas eleições para todos os partidos.
“Para os pequenos partidos foi uma maravilha. Todo mundo terá uma campanha de igual para igual. A proposta limita a propaganda em bens particulares e fixa teto para locação de veículos”, pontuou o deputado cristão.
 Pela medida aprovada, fica limitada a propaganda em via pública e vetada a propaganda em bens privados. Ou seja, não é permitido pintar muros, entre outros métodos adotados pelos candidatos. Este destaque do projeto foi derrotado por 165 a 127 parlamentares votantes. O uso de bonecos e bandeiras também fica proibido. Outra medida adotada pela minirreforma, prevista no projeto, é a proibição do uso de outdoors eletrônicos. 
 A matéria segue para o Senado Federal, que deve analisá-la. Edvaldo Souza afirmou que a dúvida é se as mudanças valerão para as eleições de 2014. Caso o texto sofra alteração no Senado, ele deve ser reenviado à Câmara para apreciação.
“A dúvida que temos é que se ela vai entrar em vigor para 2014. Há quem diga que sim. Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, finalizou o parlamentar.

quarta-feira, outubro 23, 2013

Deu no Ac24horas

Edvaldo festeja aprovação de limites dos gastos em campanha política

Ray Melo, da redação de ac24horas - raymelo.ac@gmail.com

O deputado Edvaldo Souza (PSDC) comemorou na tribuna da Aleac, a aprovação do projeto de lei da minirreforma eleitoral, que altera normas para a propaganda eleitoral na TV e na internet e simplifica a prestação de contas dos partidos.
O texto aprovado pela Câmara proíbe a propaganda eleitoral em bens particulares com placas, faixas, cartazes, bandeiras, pinturas, cavaletes e bonecos. Será permitido apenas o uso de adesivos, no tamanho de 50×40 cm.
“Esta minirreforma é boa  para igualar as chances dos candidatos disputar um mandato. Para os pequenos partidos é uma maravilha. A proposta limitar a propaganda em bens particulares e fixa teto para locação de veículos”, diz Souza.
Segundo Edvaldo Souza, a parte mais polêmica é a que permitia doações de concessionárias de serviços públicos que foi suprimida. “Ou seja, concessionária de serviço público não vai poder fazer doações de campanha”, destaca.
O parlamentar enfatiza que dúvida maior é saber se a minirreforma entra em vigor para as eleições do próximo ano. “A proposta acaba com cavalete, envelopamento, plaquinhas nos quintais, equilibrando o jogo”, afirma.
“Para os partidos pequenos que sobrevivem à míngua é bom demais. A proposta foi aprovada na Câmara, só falta ser carimbada no Senado. As novas regras deixam uma campanha mais atrativa”, ressalta Edvaldo Souza.

terça-feira, outubro 22, 2013

Câmara aprova minirreforma eleitoral e veta uso de bonecos e outdoors eletrônicos

Do UOL, em São Paulo
22/10/20132

Após meses de discussão e negociação partidárias, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (22), o projeto de lei da minirreforma eleitoral (PL 6397/13). Entre as principais mudanças está a limitação de propaganda em via pública e a proibição em bens privados --a atual legislação permite a publicidade em bens particulares de até 4m².
O texto-base da proposta foi aprovado na última quarta-feira (16), mas a sessão se encerrou sem a votação dos destaques apresentados. Na sessão de hoje, o PT propôs um destaque para retirar a proibição de propaganda em bens privados, mas foi derrotado por 165 a 127. Um destaque do DEM que proibia o uso de bonecos e bandeiras pelos candidatos foi aprovado. 
Outro destaque, apresentado pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que permitia o uso de outdoors eletrônicos na campanha, foi rejeitado. Os deputados também rejeitaram destaque do DEM para retirar do texto a proibição de a propaganda eleitoral nas emissoras de rádio e TV "ridicularizar" candidato, partido ou coligação. O partido queria evitar que o juiz eleitoral enquadrasse o uso do humor na definição do termo, proibindo inserções em que ele é usado.
Mudanças com a minirreforma
A proposta limita a propaganda em bens particulares (proibindo placas, cavaletes e envelopamento de carros) e fixa teto para gastos com alimentação e aluguel de veículos em campanhas. A matéria ainda libera atos de pré-campanha, permite a manifestação em redes sociais, restringe o poder de auditoria da Justiça Eleitoral, entre outros pontos.
O texto-base da proposta acabou com a obrigação de que as legendas usem 25% do fundo partidário para custear as fundações e cursos de formação política, conforme previsto no texto do Senado. Também foi retirada a restrição à contratação de cabos eleitorais.
Por sua vez, foram mantidas outras partes, como a que facilita a troca de partidos, ao realizar a desfiliação automática quando ocorre a filiação à nova legenda e a que determina que o candidato só pode ser trocado até 20 dias antes da votação, para coibir que fichas sujas façam a campanha e sejam substituídos por parentes às vésperas do pleito.
A matéria agora será reexaminada pelo Senado, já que sofreu alterações em relação ao texto original do senador Romero Jucá (PMDB-RO). 
Polêmicas
A parte mais polêmica, que permitiria que concessionárias de serviços públicos pudessem fazer doações para campanhas eleitorais, foi suprimida por emenda do PSOL e aprovada pelo plenário na mesma sessão que aprovou o texto-base. Os senadores, entretanto, podem retomar este artigo ao analisar novamente o projeto.
Na votação do texto-base, PT, PSB, PDT, PSOL e PCdoB se posicionaram contra o projeto do senador Romero Jucá (PMDB-RR), com o argumento de que dificultava as campanhas para os candidatos menos conhecidos e de que não resolvia os problemas do sistema eleitoral. As siglas defendiam a realização de uma reforma mais amplia, que contemplasse o fim das doações de empresas e mais mecanismos de participação popular na política.
PMDB, PSDB, PR, PSD, DEM e PTB foram os principais defensores da proposta, dizendo que assegurava mais transparência e reduzia os gastos de campanha.
Os partidos contrários à matéria chegaram a obstruir algumas sessões para evitar a aprovação do texto. O PT decidiu recuar das obstruções após o PMDB dizer que faria o mesmo com a proposta do Mais Médicos, aprovada recentemente no Congresso.
Há dúvidas se as mudanças terão validade para a eleição de 2014. Pela legislação, qualquer alteração nas regras eleitorais tem que ser feita no máximo um ano antes do primeiro turno --prazo que se encerrou há três semanas. Líder do PMDB e relator da proposta, Eduardo Cunha (RJ) defendeu que parte das mudanças deve valer, por não mexerem no sistema eleitoral. A decisão final será do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (Com Valor Econômico).

segunda-feira, outubro 21, 2013

Deu no Ac24horas

Edvaldo Souza visita obras recuperação da estrada de Porto Acre



Edvaldo FiscalizandoDepois de receber reclamações de populares, o deputado estadual Edvaldo Souza (PSDC) resolveu colocar o pé na estrada e fiscalizar as obras públicas.
O parlamentar visitou no último final de semana, os trabalhos de recuperação da estrada que dá acesso ao município de Porto Acre.
O trecho ficou conhecido por suas precárias condições de trafegabilidade e pelos graves acidentes com vítimas fatais.
Na Aleac, Edvaldo Souza fez discursos alertando sobre a situação e encaminhou indicações para que o governo do Acre, através do Deracre pudesse fazer a recuperação da estrada.
O deputado esteve visitando os trechos que começaram a ser recuperados e ficou satisfeito com  o que viu.
“Já era hora de acabar com a buraqueira e fazer o trabalho de recapeamento’’, enfatizou Souza, que conversou com um dos engenheiros responsável pelo trecho em execução.
As obras de recuperação estão sendo realizadas com recursos da Suframa, cabendo ao Deracre a execução do serviço.
“Estou satisfeito com o que vi. O serviço está ficando de boa qualidade. Com certeza a população de Porto Acre agradece”.
Edvaldo Souza também foi ao Ramal do 20, onde dezenas de famílias de produtores rurais  residem e sempre reclamam da precariedade do ramal.
O parlamentar constatou que a terraplanagem do ramal está sendo realizada e as famílias terão menos problemas durante o período invernoso.

sábado, outubro 19, 2013



                              A casa da dona Marinês

Quem paga seus impostos para manter o funcionamento da máquina pública, espera no mínimo que o bairro e rua onde mora tenha esgotamento sanitário e drenagem suficiente para não morrer afogado durante os dias de chuva.
Esse drama é vivido por dona Marinês Araújo Silva que reside na rua Mizael Martins – 216, bairro Calafate.

Essa senhora já procurou o Poder Público para que o problema seja resolvido, mas até agora nada foi feito.

Enquanto os setores competentes dão o calado como resposta, a cada chuva, dona Marinês vai perdendo os móveis e qualquer dia desses a casa onde mora pode desabar.

Cabe a prefeitura resolver o problema. Cabe a Emurb, responsável pela área de drenagem, ir ao local e encontrar uma saída que beneficie não só dona Marinês, mas todos os moradores da rua ,que reclamam dos constantes alagamentos.










  •                                      Alô Prefeitura!



    Recebi essa fotografia que retrata o estado de abandono do bairro denominado Portal da Amazônia. Dez ruas estão nesse estado sem que nada seja feito. A Prefeitura tem por obrigação fazer o dever de casa. 






sexta-feira, outubro 18, 2013


  •                                                   Hoje é o dia do Médico


    O médico é um dos mais importantes profissionais presentes em nossa sociedade. Sua função está ligada à manutenção e restauração da saúde. Este profissional utiliza o saber específico, técnicas e abordagens que lhe permitem promover a saúde e o bem-estar físico, mental e social dos indivíduos.

    O dia 18 de outubro é considerado o dia do médico em muitos países, como Brasil, Portugal, França, Espanha, Itália, Bélgica, Polônia, Inglaterra, Argentina, Canadá e Estados Unidos. Esta data foi escolhida por ser o dia consagrado a Lucas, o "amado médico", segundo o apóstolo Paulo.

    Lucas teria estudado medicina em Antioquia, além de ser pintor, músico e historiador; um dos mais intelectuais discípulos de Cristo. A tradição de ter Lucas como o patrono dos médicos se iniciou por volta do século XV.


    Fonte: brasilescola.com

Deu no Página 20






Edvaldo Souza visita obras na AC-010
DEPUTADO tem vistoriado o andamento de obras executadas pelo Estado e pela prefeitura - Foto: Regiclay Saady

Edvaldo Souza visita obras na AC-010

Deputado estadual Edvaldo Souza (PSDC) continua com sua série de visitas em obras que estão sendo executadas pelo Estado e pela prefeitura. Desta feita o parlamentar do PSDC esteve verificando o andamento dos trabalhos de recuperação da estrada que dá acesso ao município de Porto Acre, conhecida por suas precárias condições de trafegabilidade o que sempre deu origem a muitos acidentes.
Na Assembleia Legislativa Edvaldo Souza é um defensor ferrenho da recuperação da estrada fazendo discursos duros e cobrando posições mais efetivas do Deracre.
Ontem Edvaldo Souza esteve visitando os trechos que começaram a ser recuperados e ficou bastante satisfeito com o que viu.
“Já era hora de acabar com a buraqueira e fazer o trabalho de recapeamento’’, enfatizou o parlamentar que aproveitou ainda para conversar com um dos engenheiros que estão no trecho acompanhando o trabalho.
As obras de recuperação estão sendo executadas com recursos da Suframa cabendo ao Deracre a execução do serviço.
‘’Estou satisfeito com o que vi. O serviço está ficando de boa qualidade e com certeza a população de Porto Acre agradece”.
Edvaldo Souza também foi ao Ramal do 20 onde dezenas de famílias de produtores rurais residem e sempre reclamam da precariedade do ramal.
Em seu trabalho de fiscalização como parlamentar, Souza viu in loco que a terraplanagem do ramal está sendo realizada e as famílias terão menos problemas durante o período invernoso.
Da Assessoria

quinta-feira, outubro 17, 2013

                    Edvaldo Souza visita obras na AC-010

Deputado estadual Edvaldo Souza (PSDC) continua com sua série de visitas em obras que estão sendo executadas pelo estado e pela Prefeitura. Desta feita o parlamentar do PSDC esteve verificando o andamento dos trabalhos de recuperação da estrada que dá acesso ao município de Porto Acre, conhecida por suas precárias condições de trafegabilidade o que sempre deu origem a muitos acidentes.

Na Assembleia Legislativa Edvaldo Souza  é um defensor ferrenho da recuperação da estrada fazendo discursos duros e cobrando posições mais efetivas do Deracre.

Ontem Edvaldo Souza esteve visitando os trechos que começaram a ser recuperados e ficou bastante satisfeito com  o que viu.

“Já era hora de acabar com a buraqueira e fazer o trabalho de recapeamento’’, enfatizou o parlamentar que aproveitou ainda para conversar com um dos engenheiros que estão no trecho acompanhando o trabalho.

As obras de recuperação estão sendo executadas com recursos da Suframa cabendo ao Deracre a execução do serviço.

‘’Estou satisfeito com o que vi. O serviço está ficando de boa qualidade e com certeza a população de Porto Acre agradece”.

Edvaldo Souza também foi ao Ramal do 20, onde dezenas de famílias de produtores rurais  residem e sempre reclamam da precariedade do ramal. 

Em seu trabalho de fiscalização como parlamentar, Souza viu in loco que a terraplanagem do ramal está sendo realizada e as famílias terão menos problemas durante o período invernoso.

(Da assessoria)


quarta-feira, outubro 16, 2013


Gazeta Alerta

Veja a reportagem  do Igarapé São Francisco
Fonte: Agazeta.net