quinta-feira, agosto 25, 2011

Os 67 anos da Voz das Selvas



Escrever a respeito da Rádio Difusora Acreana enquanto meio de comunicação e de integração na Amazônia é relatar a história de luta, de dificuldades, de ousadia, dos pioneiros que mesmo enfrentando a falta de tecnologia da época em que a emissora entrou no ar, resolveram apostar e ganharam o jogo pensando num futuro distante.

Me lembro da importância da emissora justamente na época em que por aqui não tínhamos a televisão. Os locutores com seus programas dos mais variados eram verdadeiros artistas da comunicação.

O tempo passou e figuras de proa da comunicação acreana que fizeram da Rádio Difusora Acreana a importante emissora que é principalmente para quem vive na zona rural, nos seringais, já não estão entre nós.

Campos Pereira, Estevão Bimbi, Luis Carlos Periquitão, Marte Rocha, Nivaldo Paiva, J. conde, João Nascimento, compadre Lico, Cícero Moreira e tantos outros já não estão nesse plano.

Poucos da velha guarda continuam na ativa. O jornalista Ilson Nascimento, com mais de 35 anos de serviços prestados, cabelos grisalhos, sempre chegando na redação as 5:30 da manhã é um desses abnegados. O mesmo acontece com o radialista Zezinho Melo, que desde a adolescência tem a RDA como sua segunda casa, Edmar Bezerra, Reginaldo Cordeiro, Rubemar Tavares, M.Costa, Raimundo Fernandes, Paulo Roberto, J. Menezes, entre tantos outros que dão e deram suas vidas em prol de uma causa.

A Difusora Acreana serviu e serve de escola para muita gente. A escola da prática, a escola do dia a dia. Particularmente devo muito do que aprendi como jornalista profissional ao saudoso Campos Pereira. Foi ele que me deu a chance primeira de crescer dentro da comunicação.

Para quem trabalha no rádio os salários não são atrativos. São defasados e em se tratando de RDA a questão tem que ser vista como prioridade pelo executivo.

Penso e defendo que a Rádio Difusora Acreana tem que ter vida própria, plano de cargos e salários para seus funcionários que devem ser pagos dignamente.

A Rádio Difusora, no meu entender, não pode ficar vinculada ou dependente de migalhas de qualquer instituição pública. A direção, seja ela qual for, deveria ter poder de gerenciar e decidir sobre suas prioridades. Porém, esse tipo de gestão só será possível no dia que entenderem que a emissora deve caminhar e gerir seu próprio destino.

Enquanto isso não acontece, os problemas continuam, principalmente no que diz respeito a questão salarial.

Durante 12 anos fui apresentador do Jornal Difusora, o que muito me honra. Acordava as cinco da manhã para juntamente com o editor-chefe Ilson Nascimento e demais repórteres levar as informações em Rede Estadual.

São 67 anos de fundação da Rádio Difusora Acreana.

Parabéns a todos os profissionais que lá trabalham. Do mais humilde ao mais graduado.

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