sexta-feira, setembro 06, 2013

                                  A morte do sargento Cleiton

Dizer que Rio Branco é uma cidade tranquila, pacata, e que todos podem sair de casa sem o risco de ser assaltado e até mesmo assassinado, é faltar com a verdade.

A morte do sargento Cleiton é um exemplo disso. Mesmo à paisana resolveu enfrentar os assaltantes que iriam praticar o ato  criminoso em uma das lojas da cidade, o que já se tornou uma rotina.

O sargento a exemplo dos bons policiais sabia que polícia é polícia vinte e quatro horas e resolveu garantir a segurança de quem estava no interior da loja, como também que os bens do patrimônio privado fossem saqueados. Agiu como deve agir um bom soldado.

Mas, o que vemos nisso tudo, é que a cada dia os índices de crimes contra o patrimônio crescem em larga escala. Os assaltantes se tornaram mais audaciosos. Furtam, assaltam e matam em plena luz do dia.

A Segurança Pública em todo o Brasil precisa ser reinventada. Mais verbas para as polícias, mais investimentos no setor e acima de tudo deve ser tratada como prioridade.

O Acre não pode se transformar no Rio de Janeiro ou em São Paulo onde os grupos de criminosos organizados colocam as instituições públicas contra a parede ameaçando-as torná-las refém de suas ações criminosas.

O Acre é um pequeno estado com pouco  mais de 700 mil habitantes, sendo que Rio Branco tem  cerca de 370 mil habitantes.

Um lugar pequeno, onde as ações do crime precisam ser analisadas para não se tornar uma terra sem lei.

Porém, por trás de tudo isso existe o sentimento de impunidade. O sentimento de quem sabe que vai cometer um delito e em poucos dias estará fora das grades.

Temos um código penal ultrapassado, que somente agora começa a ser alvo de reformulações em Brasília.

Não vou falar aqui das questões sociais, sociológicas ou coisa parecida. Mas, se não houver o endurecimento da lei, com medidas efetivas e a redução de tantos benefícios em prol de quem comete crimes, sinceramente, não vislumbro uma luz no fim do túnel a   longo prazo.


Para finalizar, minhas condolências a família do sargento Cleiton.

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